Uma horta em casa em 5 de 7 passos

5 – CUIDAR

Como os filhos e os animais de estimação, a horta pede cuidados diários. Dá trabalho, claro, mas é uma atividade deliciosa. Aos poucos, cada um encontra seu ritmo e essas orientações podem ajudar:

  • Regar demais é tão ruim quanto deixar as plantas secarem. Use o “dedômetro” para aferir a umidade ideal. É assim: você enfia o dedo bem fundo na terra e verifica se está úmida e grudando. Em caso afirmativo, não precisa regar mais. Atenção: folhas murchas significam sede.
  • Melhores horários para regar e manejar as plantas: início da manhã ou final da tarde. Prefira os dias nublados e mais frescos para transplantar.
  • O verão tropical escaldante e sujeito a tempestades é um período complicado para as plantas. Paciência e atenção redobrada nessa época.
  • A terra deve estar sempre fofíssima como um bolo. Se ficar endurecida, veja se está faltando água ou se a camada de matéria seca necessita de reforço.
  • Algumas plantas são perenes ou vivem durante várias safras, como é o caso das ervas, da berinjela e do pimentão. Outras têm apenas uma colheita, como o tomate e a alface. Misture esses dois tipos para sempre ter uma horta viva.
  • Enquanto uma safra de folhosas cresce, vá preparando a próxima na sementeira.
  • Quanto mais biodiversidade, melhor. Troque mudas com amigos hortelões, arranje sementes diferentes e vá trazendo novas espécies.
  • Na agroecologia não se fala em ervas daninhas e sim em espécies espontâneas. São os matinhos que crescem sem ser semeados. Não precisa exterminar. Se não estiverem alastrando demais ou atrapalhando o desenvolvimento da planta comestível, deixe lá.
  • O chorume do minhocário diluído em água é um excelente adubo para borrifar nas folhas.
  • A cada mês ou quando sentir que a planta está precisando, adube a terra. Mas sem exagero.
  • Contemple todas as etapas da vida: nascimento, crescimento, frutificação, morte e decomposição. Cada uma tem seu encanto.

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