Uma horta em casa 7 de 7 passos

7 – CURAR

O solo fértil e povoado de milhares de tipos de microorganismos é a base de um ecossistema agrícola perfeitamente equilibrado, em que doenças e pragas não proliferam. Mas na vida real situações ideais são raras, então a probabilidade de enfrentar problemas em algum momento é quase 100%. Mesmo sem saber diferenciar uma cochonilha de um pulgão, tenho me virado para lidar com os ataques por aqui.
Duas atitudes preventivas importantes: plantar cada espécie em sua época adequada e fazer rotação de culturas, mudando não só a espécie como o tipo de planta. Onde estava uma folhosa entra uma raiz, onde estava uma erva entra alguém que dá frutos, como o pepineiro ou tomateiro. Bom mesmo é fazer uma tal adubação verde antes da próxima safra. Ainda não tentei, mas chego lá. Vale a pena também cultivar flores ao lado de espécies comestíveis, pois elas atraem joaninhas e outros bichinhos do bem que controlam a população dos monstrinhos. Nos livros de agricultura ecológica recomenda-se muito as caldas bordalesa, viçosa e sulfocálcica. As receitas estão na internet, mas achei meio complicadas e por isso ainda não tentei.
Quando encontro a infestação, arregaço as mangas e vou esfregando as folhas com os dedos, para arrastar os bichos. Aí jogo um jato d’água e, em seguida, borrifo o remédio. Nas lojas de jardinagem existe o famoso óleo de nim (ou neen). Opções caseiras são limonada (sem açúcar, claro), calda de fumo, pimenta ou alho batido com água no liquidificador. Alguma dessas coisas misturada com sabão de coco. Já ouvi dizer que fazer um suco do próprio bicho no liquidificador e borrifar funciona muito bem, já que essa turma pode ser meio bandoleira, mas não é canibal. Achei punk demais e ainda não tive coragem de experimentar algo assim. Mas, se bater o desespero, essa pode ser a salvação da lavoura.

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